<font color=0093dd>Está ao nosso alcance aumentar a votação na CDU</font>
A CDU apresenta-se ao País com propostas construtivas e com a consciência de uma força que soube honrar os seus compromissos e que vê o seu trabalho reconhecido, ao contrário do PSD e do CDS, como afirmou Jerónimo de Sousa, na Maia.
A regionalização visa aprofundar a democracia e o desenvolvimento regional
Jerónimo de Sousa apontou como grandes objectivos eleitorais da CDU derrotar a direita, colocando-a em minoria na Assembleia da República; e reforçar a coligação com mais votos e deputados, condição necessária e indispensável para uma mudança a sério na política nacional
Para o líder dos comunistas, estes objectivos «estão ao nosso alcance e são o ponto de partida para se poderem criar as condições capazes de promover a viragem que o País precisa. Não pedimos cheques em branco, não fugimos a responder pelo que fizemos de concreto, nem escondemos a natureza das políticas que propomos.»
«Apresentamo-nos perante o povo português com a consciência tranquila de uma força que soube honrar os seus compromissos com um meritório e reconhecido trabalho dos deputados eleitos pela CDU na Assembleia da República. Uma relevante actividade expressa não só na forte oposição à desastrosa política do governo PSD/CDS-PP, mas com importante iniciativa legislativa de mais de duas centenas de projectos de lei e de resolução e deliberação no quadro de uma vasta intervenção parlamentar, à qual se junta uma intensa actividade nos respectivos distritos dos eleitos da CDU», referiu.
«Precisamos absolutamente de agir com convicção de que o reforço eleitoral da CDU que ambicionamos só pode ser conseguido se ganharmos mais portugueses não só para a justeza das nossas propostas, mas também, particularmente, para a compreensão do que verdadeiramente está em jogo nestas eleições. É para nós claro que a direita será derrotada. Os que neste momento admitem e empolam a possibilidade de outro desfecho visam, alimentando receios, esconder os seus objectivos hegemónicos. Querem o voto absoluto dos portugueses para com as mãos livres prosseguirem as mesmas políticas que foram derrotadas e condenadas no passado», declarou Jerónimo de Sousa.
PSD e CDS estão desacreditados
O secretário-geral do PCP considera que o PSD e o CDS estão desacreditados e condenados à derrota. «Prometeram que com eles o País iria crescer e caminhar no sentido da convergência com a Europa, mas continuámos a divergir e estamos hoje já atrás da Grécia em termos de crescimento económico. Prometeram criar mais emprego, mas o que vimos foi o desemprego a crescer vertiginosamente e de forma dramática aqui no Norte, a região com o maior número absoluto de desempregados. Prometeram que não aumentariam os impostos, mas logo que chegaram ao governo aumentaram o IVA, o imposto mais injusto porque penaliza os mais pobres e carenciados. Prometeram e até juraram que não seguiriam os caminhos do PS: dos “jobs for the boys” e o que se viu foi a distribuição maciça e sem critério de tachos para a rapaziada do PSD e do CDS.»
«Sentindo o tempo a esgotar-se, em vésperas de uma derrota que sabem certa, o PSD e CDS usam e abusam do aparelho de Estado, desdobram-se em inaugurações, encharcam a administração com nomeações para dar abrigo a clientelas. E não contentes com tanto, optaram agora, que estão com funções de gestão, por uma produção legislativa sem precedentes. É significativo que este governo, extravasando as competências de um governo de gestão tenha, olhando para os dois últimos Conselhos de Ministros, aprovado o triplo dos diplomas que tinham aprovado antes de demitido», referiu.
Regionalização é sinónimo de desenvolvimento nacional
A regionalização foi apresentada por Jerónimo de Sousa como um meio de aprofundar a democracia e o desenvolvimento regional e proceder a uma reforma da administração pública. «Aqueles que se opõem à regionalização o que querem garantir é, chegados ao governo, manter nas suas mãos a condução das políticas regionais», afirmou.
O líder do PCP referiu o contraste entre a actual posição do PS sobre esta questão e a posição assumida há poucos meses, quando «se desfazia em juras de retomar a criação das regiões administrativas». «Ler agora o programa do PS e ouvir as declarações de José Sócrates não deixa de causar espanto. Ficamos agora a saber que o PS considera prematuro o momento para retomar a regionalização e que, segundo palavras suas, se não deve esquecer que se perdeu o referendo. Levado a sério então nem sequer o referendo sobre o aborto quer avançar.»
«Mas o mais espantoso – se dali ainda pode haver coisas que nos espantem – é a confissão de que um novo referendo só numa próxima legislatura, ou seja, sempre para depois de 2010 e sempre na condição de ser assegurado um largo consenso (leia-se com o PSD) sobre a proposta a apresentar e desde que assente num mapa circunscrito a 5 regiões», declarou Jerónimo de Sousa.
«Ou seja, com isto, o que José Sócrates e o PS nos estão a dizer que a regionalização, longe de ser uma prioridade e elemento essencial de uma efectiva política de descentralização, é coisa para continuar a ser adiada; que pensando em ser governo o PS embrulhou tudo o que durante estes últimos anos foi dizendo e se prepara para garantir que os milhares de milhões de euros que aí vêm do novo Quadro Comunitário de Apoio são geridos e comandados, não por órgãos regionais, mas pelo seu governo e os seus ministros; que o PS, que já em 1998 enterrara a criação das regiões administrativas (com lei já aprovada) no negócio da revisão constitucional celebrado entre Guterres e o PSD de Marcelo Rebelo de Sousa, confessa agora fazer depender a sua criação de um consenso com os inimigos da regionalização. É caso para se dizer que com amigos destes a regionalização não precisa de inimigos», comentou.
Para quê uma maioria absoluta?
«Para que é que o PS precisa da maioria absoluta? É para aumentar os salários, nomeadamente o salário mínimo nacional que como nós propomos deveria crescer para 400 euros? Não precisam, daqui lhes dizemos: os votos estão garantidos!», afirmou Jerónimo de Sousa, na Maia.
«É para aumentar as reformas, não apenas de uma parte das pensões e reformas do regime geral da segurança social, mas de todas as pensões? Não precisam. Os votos estão garantidos! Querem a maioria absoluta para melhorar e defender o Serviço Nacional de Saúde para acabar com as escandalosas listas de espera e oferecer mais e melhores cuidados de saúde? Não precisam. Os votos estão garantidos», declarou.
«É para defender o emprego e criar novos postos de trabalho e defender a produção nacional, nomeadamente a nossa indústria têxtil? Não precisam. Os votos estão garantidos! Querem a maioria absoluta para pôr fim às privatizações das empresas e serviços públicos? Os votos estão garantidos! É para realizar uma política de paz e cooperação com todos os povos e não amarrar Portugal ao carro da guerra do senhor Bush? Não precisam. Os votos estão garantidos», prosseguiu.
«Então para que é que precisam da maioria absoluta? É, como afirmam Pina Moura, Augusto Santos Silva ou António Vitorino para não sacrificar questões essenciais que fazem parte da cultura do PS em matéria de política de defesa, política externa e europeia e de finanças públicas. Então não é difícil adivinhar o que pretendem, mesmo quando escondem os seus propósitos, como o faz Manuel Pinho, porta-voz para as questões económicas do PS, quando diz, respondendo à falta de clareza do programa do PS: “Não está muito claro, porque não quisemos. Há coisas que são para fazer e não para falar”. Não precisam de dizer mais», considerou o secretário-geral do PCP.
«Não tenhamos dúvidas. A maioria absoluta que o PS pede, a confirmar-se, significaria um cheque em branco à sua política. Temos que dizer claramente que o País não pode estar condenado à alternância sem alternativa.»
«Os portugueses não podem conformar-se com o mal menor que resulte, mais à frente, em males maiores ou idênticos aos que hoje os afligem. Não haverá real mudança de política, não haverá política de esquerda em Portugal sem uma CDU mais forte. Quanto mais pesar a CDU em votos e deputados mais peso terá uma política de esquerda mais força terão os que aspiram a uma verdadeira mudança», sublinhou.
Para o líder dos comunistas, estes objectivos «estão ao nosso alcance e são o ponto de partida para se poderem criar as condições capazes de promover a viragem que o País precisa. Não pedimos cheques em branco, não fugimos a responder pelo que fizemos de concreto, nem escondemos a natureza das políticas que propomos.»
«Apresentamo-nos perante o povo português com a consciência tranquila de uma força que soube honrar os seus compromissos com um meritório e reconhecido trabalho dos deputados eleitos pela CDU na Assembleia da República. Uma relevante actividade expressa não só na forte oposição à desastrosa política do governo PSD/CDS-PP, mas com importante iniciativa legislativa de mais de duas centenas de projectos de lei e de resolução e deliberação no quadro de uma vasta intervenção parlamentar, à qual se junta uma intensa actividade nos respectivos distritos dos eleitos da CDU», referiu.
«Precisamos absolutamente de agir com convicção de que o reforço eleitoral da CDU que ambicionamos só pode ser conseguido se ganharmos mais portugueses não só para a justeza das nossas propostas, mas também, particularmente, para a compreensão do que verdadeiramente está em jogo nestas eleições. É para nós claro que a direita será derrotada. Os que neste momento admitem e empolam a possibilidade de outro desfecho visam, alimentando receios, esconder os seus objectivos hegemónicos. Querem o voto absoluto dos portugueses para com as mãos livres prosseguirem as mesmas políticas que foram derrotadas e condenadas no passado», declarou Jerónimo de Sousa.
PSD e CDS estão desacreditados
O secretário-geral do PCP considera que o PSD e o CDS estão desacreditados e condenados à derrota. «Prometeram que com eles o País iria crescer e caminhar no sentido da convergência com a Europa, mas continuámos a divergir e estamos hoje já atrás da Grécia em termos de crescimento económico. Prometeram criar mais emprego, mas o que vimos foi o desemprego a crescer vertiginosamente e de forma dramática aqui no Norte, a região com o maior número absoluto de desempregados. Prometeram que não aumentariam os impostos, mas logo que chegaram ao governo aumentaram o IVA, o imposto mais injusto porque penaliza os mais pobres e carenciados. Prometeram e até juraram que não seguiriam os caminhos do PS: dos “jobs for the boys” e o que se viu foi a distribuição maciça e sem critério de tachos para a rapaziada do PSD e do CDS.»
«Sentindo o tempo a esgotar-se, em vésperas de uma derrota que sabem certa, o PSD e CDS usam e abusam do aparelho de Estado, desdobram-se em inaugurações, encharcam a administração com nomeações para dar abrigo a clientelas. E não contentes com tanto, optaram agora, que estão com funções de gestão, por uma produção legislativa sem precedentes. É significativo que este governo, extravasando as competências de um governo de gestão tenha, olhando para os dois últimos Conselhos de Ministros, aprovado o triplo dos diplomas que tinham aprovado antes de demitido», referiu.
Regionalização é sinónimo de desenvolvimento nacional
A regionalização foi apresentada por Jerónimo de Sousa como um meio de aprofundar a democracia e o desenvolvimento regional e proceder a uma reforma da administração pública. «Aqueles que se opõem à regionalização o que querem garantir é, chegados ao governo, manter nas suas mãos a condução das políticas regionais», afirmou.
O líder do PCP referiu o contraste entre a actual posição do PS sobre esta questão e a posição assumida há poucos meses, quando «se desfazia em juras de retomar a criação das regiões administrativas». «Ler agora o programa do PS e ouvir as declarações de José Sócrates não deixa de causar espanto. Ficamos agora a saber que o PS considera prematuro o momento para retomar a regionalização e que, segundo palavras suas, se não deve esquecer que se perdeu o referendo. Levado a sério então nem sequer o referendo sobre o aborto quer avançar.»
«Mas o mais espantoso – se dali ainda pode haver coisas que nos espantem – é a confissão de que um novo referendo só numa próxima legislatura, ou seja, sempre para depois de 2010 e sempre na condição de ser assegurado um largo consenso (leia-se com o PSD) sobre a proposta a apresentar e desde que assente num mapa circunscrito a 5 regiões», declarou Jerónimo de Sousa.
«Ou seja, com isto, o que José Sócrates e o PS nos estão a dizer que a regionalização, longe de ser uma prioridade e elemento essencial de uma efectiva política de descentralização, é coisa para continuar a ser adiada; que pensando em ser governo o PS embrulhou tudo o que durante estes últimos anos foi dizendo e se prepara para garantir que os milhares de milhões de euros que aí vêm do novo Quadro Comunitário de Apoio são geridos e comandados, não por órgãos regionais, mas pelo seu governo e os seus ministros; que o PS, que já em 1998 enterrara a criação das regiões administrativas (com lei já aprovada) no negócio da revisão constitucional celebrado entre Guterres e o PSD de Marcelo Rebelo de Sousa, confessa agora fazer depender a sua criação de um consenso com os inimigos da regionalização. É caso para se dizer que com amigos destes a regionalização não precisa de inimigos», comentou.
Para quê uma maioria absoluta?
«Para que é que o PS precisa da maioria absoluta? É para aumentar os salários, nomeadamente o salário mínimo nacional que como nós propomos deveria crescer para 400 euros? Não precisam, daqui lhes dizemos: os votos estão garantidos!», afirmou Jerónimo de Sousa, na Maia.
«É para aumentar as reformas, não apenas de uma parte das pensões e reformas do regime geral da segurança social, mas de todas as pensões? Não precisam. Os votos estão garantidos! Querem a maioria absoluta para melhorar e defender o Serviço Nacional de Saúde para acabar com as escandalosas listas de espera e oferecer mais e melhores cuidados de saúde? Não precisam. Os votos estão garantidos», declarou.
«É para defender o emprego e criar novos postos de trabalho e defender a produção nacional, nomeadamente a nossa indústria têxtil? Não precisam. Os votos estão garantidos! Querem a maioria absoluta para pôr fim às privatizações das empresas e serviços públicos? Os votos estão garantidos! É para realizar uma política de paz e cooperação com todos os povos e não amarrar Portugal ao carro da guerra do senhor Bush? Não precisam. Os votos estão garantidos», prosseguiu.
«Então para que é que precisam da maioria absoluta? É, como afirmam Pina Moura, Augusto Santos Silva ou António Vitorino para não sacrificar questões essenciais que fazem parte da cultura do PS em matéria de política de defesa, política externa e europeia e de finanças públicas. Então não é difícil adivinhar o que pretendem, mesmo quando escondem os seus propósitos, como o faz Manuel Pinho, porta-voz para as questões económicas do PS, quando diz, respondendo à falta de clareza do programa do PS: “Não está muito claro, porque não quisemos. Há coisas que são para fazer e não para falar”. Não precisam de dizer mais», considerou o secretário-geral do PCP.
«Não tenhamos dúvidas. A maioria absoluta que o PS pede, a confirmar-se, significaria um cheque em branco à sua política. Temos que dizer claramente que o País não pode estar condenado à alternância sem alternativa.»
«Os portugueses não podem conformar-se com o mal menor que resulte, mais à frente, em males maiores ou idênticos aos que hoje os afligem. Não haverá real mudança de política, não haverá política de esquerda em Portugal sem uma CDU mais forte. Quanto mais pesar a CDU em votos e deputados mais peso terá uma política de esquerda mais força terão os que aspiram a uma verdadeira mudança», sublinhou.